Crítica: Cuatro Lunas (Quatro Luas)

13:00

Foto: Adoro Cinema

Oi gente.
Recentemente eu assisti um filme chamado Cuatro Lunas (Quatro Luas), e é claro que eu vou deixar a minha opinião da trama aqui pra vocês. Bom realizar um filme com temática homossexual não é nada fácil, pois o maior exemplo das últimas décadas, O Segredo de Brokeback Mountain, e ir além dessa trama é muito complicado, mas o diretor e roteirista mexicano Sergio Tovar Velarde consegue alcançar o filme de Ang Lee em instantes. Em Cuatro Lunas (Quatro Luas) vocês vão ver quatro tipos de relacionamentos e amor contemporâneo, falando de paixão adolescente, traições, juventude perdida.

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É bem óbvio, as histórias que se passam no filme são intituladas as fases da Lua. Lua Nova conta a história de um garoto de dez anos Mauricio (Gabriel Santoyo) que se descobre atraído pelo primo mais velho. Em Lua Crescente, os melhores amigos de infância Leo e Fito (Gustavo Egelhaaf e Cesar Ramos) se reencontram depois de muito tempo e se apaixonam, ainda que um deles queira ficar no armário. Lua Cheia, há um casal que está junto há dez anos Andrés e Hugo (Alex de la Madrid e Antonio Velázquez) e enfrenta as dificuldades de uma relação duradoura, e para atrapalhar ainda mais, com o surgimento de uma terceira pessoa. Lua Minguante trata da obsessão de um poeta idoso e casado Joaquín (Alonso Echánove) que fica apaixonado por um garoto de programa.


Quando comecei a assistir o filme pensei que iria ficar bastante confuso, pois são quatro histórias em um único filme, é muita coisa pra mim, mas as tramas acontecem de forma muito linear, então é super fácil de entender. Só há um momento que as histórias se cruzam quando acontece um incidente em uma boate fetichista. Cuatro Lunas (Quatro Luas) é uma trama muito sensível, mas o que me chamou atenção mesmo foi uma cena dramática que acontece no mesmo, entre o casal Andrés e Hugo (Alex de la Madrid e Antonio Velázquez) é muito desgastante o relacionamento dos dois, Andrés (Alex de la Madrid) se humilhava o tempo todo para manter o amor entre os dois, mas da outra parte, até que sentia culpado, mas agia com muito naturalismo.


Foto: Adoro Cinema

É claro que o centro da atenção é o “homossexualidade”, mas quando o assunto é família e se assumir o filme trás isso muito bem, é uma das minhas cenas favoritas, a mãe que antes preferia não conversar a preferência sexual do filho, acaba consolando-o após um fora, falando que vai aceitar o rapaz e amá-lo de verdade. O mesmo acontece quando Mauricio (Gabriel Santoyo) é agredido na escola e seu pai resolve ensiná-lo a se defender. É para finalizar somos surpreendidos com um beijo dentro de um banheiro que ninguém poderia esperar.

Foto: Adoro Cinema

O filme é incrível, não é só uma teia que fala sobre homossexualismo, relacionamentos e términos, mostra que primeiramente deve ter amor próprio antes de dedicarem seus sentimentos para os outros. Esse filme merece aplausos de pé, tanto das pessoas que se identificam com o gênero e das pessoas de mente aberta.

Espero que tenham gostado.
Abraços até a próxima.

LUIZ EDUARDO

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