Garota conseguiu gravar um homem pedindo desculpas depois que foi ASSEDIADA

10:30

Foto: Assedio Não

Uma garota estava andando tranquilamente com o namorado e de repente vem um homem e dá um tapa em sua vagina. A garota que sofreu o assedio desabafou nas redes sociais. Eu sei que o texto é grande, mas vale muito a pena ler.

Confere aí...

Azzy Dee:

“Ontem à noite, eu estava andando na rua com o meu namorado na Fitzrovia e um homem passou por mim e bateu na minha vagina. Eu fiquei chocada – e levou um momento para que eu compreendesse o que tinha acabado de acontecer – que eu tinha acabado de ser violentada sexualmente na minha cidade, no meio de uma rua no centro de Londres, há apenas alguns quarteirões das comemorações do Dia do Orgulho Gay, em Londres.

Eu gritei para que o cara parasse enquanto ele continuava andando e eu falei para ele que ele tinha acabado de me agredir sexualmente e que isso não estava certo. De forma agressiva, ele mandou eu ir me foder, e continuou se aproximando do meu namorado e ficou ‘socando o ar’ como se ele quisesse começar uma briga.
Eu não sabia o que fazer. Então eu disse que ele não ia simplesmente ir embora e tentei ligar para a polícia, mas só dava caixa postal (e ela faz um alerta, lá o número para emergência de abuso sexual é o 999, não o 101. Aqui no Brasil é o 180). Depois de tudo isso o garoto continuou saltitante pela rua, claramente despreocupado com as consequências de suas ações.

Eu continuei tentando ligar para a polícia e nisso continuamos de olho dele e o seguimos com uma certa distância para que ficássemos seguros. Ele nos falou para que o deixássemos em paz, e neste ponto, eu explodi e disse que ele não tinha o direito de falar aquilo para mim e ficar passando a mão na minha vagina no meio da rua simplesmente porque ele sentiu vontade de fazer isso, porque ele achava que tinha o direito sob o meu corpo.

Eu continuei a confrontá-lo e perguntei por que ele fez isso, por que ele achava que poderia andar na rua e abusar de mim. Seria porque ele achava que não teria consequências? Que eu iria simplesmente aceitar em silêncio e sair fora? Por que eu sou nova? Por que eu tenho a pele escura? Será que ele achou que tudo bem por que eu estava de salto alto? E ele respondeu que era porque eu era atraente e ele estava intoxicado.

Eu falei para ele dar um palpite sobre o que eu faço da vida, e lhe contei que faço parte de uma campanha na luta pelo direito das mulheres em uma organização reconhecida de direitos humanos. Quando ele percebeu que eu estava seriamente lutando por mim mesma e que estava mesmo ligando para a polícia ele, rapidamente sóbrio, começou a me pedir desculpas.

Ele me falou que nunca havia feito isso, que tinha sido estúpido, idiota, e que sentia muito pelo o que havia feito, e que nunca mais faria de novo. ‘Como eu poderia acreditar nele?’, me perguntei. ‘Por que eu deveria aceitar as desculpas dele e fingir que nada aconteceu?’. Eu falei para ele que ele me fez sentir insegura nas ruas da cidade que eu chamo de lar, em um lugar público, onde todos nós (incluindo as mulheres, porque como sabemos, somos seres humanos também) deveríamos sentir alguma forma básica de proteção.

Apesar dos profundos pedidos de desculpas, ele continuou a me hostilizar quando ele me disse para não fazer disso uma confusão, que não era nada demais. Eu respondi que era sim grande coisa e que eu iria fazer daquilo uma confusão e que eu tinha o direito de fazer isso o quanto eu quisesse, pois fui grosseiramente violada em espaço público, e eu falei para ele que a minha vagina ainda doía depois do ataque.

E aí eu disse a ele que se ele realmente tivesse arrependido do que que ele fez, que eu gostaria de gravar um vídeo – e que ele precisaria dizer o meu nome e me pedir desculpas pelas suas ações, assim eu poderia mostrar para o mundo que assédio sexual NUNCA ESTÁ OK.

Eu peguei meu iPhone e fiz um vídeo desta pessoa desprezível que disse ‘eu realmente sinto muito por bater na sua virilha’. Eu não sei porque eu decidi fazer isso, mas possivelmente porque eu queria usar essa experiência para compartilhar esta simples mensagem – assédio sexual nunca é ok. Eu não me importo se você me acha atraente e se você tomou 10 shots de Jägermeister. Você não deve agir sob qualquer sensação que a sociedade te convenceu de que você pode sobre mim porque é homem e eu sou mulher. E se você agir com essas sensações, terá consequências.

Eu quero encontrar esse cara, eu quero ter certeza que ele e outros homens (ou francamente qualquer um que acha que é ok molestar alguém baseado no gênero, sexualidade ou identidade de gênero) pensem duas vezes antes de agir. Compartilhe este vídeo. Faça com que ele sinta vergonha. Espalhe esta mensagem.”

Vídeo: Facebook

E isso gente!
Não tem nem palavras pra terminar esse post.

LUIZ EDUARDO

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