Crítica: A Invenção de Hugo Cabret

10:00

Foto: Cinema BH

O filme é uma adaptação do premiado livro A Invenção de Hugo Cabret, a trama é incrível, pois dá uma introdução ao trabalho de Méliès, o criador de Le voyage dans la lune, mais conhecido como Viagem a Lua, mas sabemos que Méliès é apenas um veterano no mundo do cinema, quem começou mesmo foi os irmãos Lumière, porém eles filmavam banalidades do cotidiano em seus curtas, Méliès já era diferente, ele já tinha uma enorme variedade, ele levou ao mundo dos cinemas o seu conhecimento em teatro e ilusionismo, assim a ideia do cinema virou uma fábrica de sonhos.

Voltando ao filme A Invenção de Hugo Cabret, conta a historia de Hugo (Asa Butterfield) como o próprio filme diz que é o protagonista principal, no momento ele enfrenta a morte de seu pai. Hugo mora em Paris, mas precisamente em Gare du Nord, que é uma estação de trem bem famosa, lá ele acerta os relógios regularmente. Hugo não ganhou apenas a herança de mexer em pequenas engrenagens, mas também seu pai lhe deixou um autômato (que é a máquina ou engenho composto de mecanismo que lhe imprime determinados movimentos), que infelizmente não está funcionando, mas como o garoto é ótimo é engenho ele tenta montá-lo novamente, ele faz isso roubando peças de uma loja de brinquedo na estação de um velho deprimido, mas mal ele pensa que dono da loja é, na verdade, o velho cineasta Georges Méliès (Ben Kingsley).

Foto: Salada de Cinema

O filme tem alguns flashbacks que relembra o processo de Méliès (como a ilusão do tanque de lagostas), e o 3D (retrabalhando a sobreposição de camadas). Em minha opinião o filme tem dois tipos de visão e uma delas é de Hugo, como um projecionista enxerga um filme pela sua cabine (pelas frestas do relógio), uma coisa que também percebi no filme, é que ele tem vários trejeitos que remete o início da cinegrafia a luz intermitente e o barulho das engrenagens dentro do relógio são idênticos aos de uma sala de projeção.


Cinema é luz, e a maioria das pessoas devem saber disso, e neste filme tudo remete a isso, e não foi atoa que a trama se passou em Paris não é mesmo? A CIDADE LUZ! 

Foto: Adoro Cinema

A adaptação de um livro, super bem feita por sinal, que contém olhares diferentes, que remete luz, que faz uma ótima introdução à cinegrafia, como observador é ótimo, mas para Hugo que observa tudo se encanta rapidamente. Na verdade, a capacidade de ver já implica a capacidade de transformar.


LUIZ EDUARDO

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