PRAGMÁTICO V - Sobre Mim

09:30

Foto: Tumblr

Agora que algumas pessoas conhecem um pouco sobre mim, farei questão de contar a minha própria história. Adianto-lhes já, que, ao som de Yann Tiersen parece fazer mais sentido. E que o nome Vittore é italiano, mas eu não. Eu sou um simples rapaz que nasceu em uma cidade muito pequena. Nasci sozinho, mas tive os cuidados biológicos necessários para crescer forte e saudável. E diferente da minha cidade, desenvolvi rápido. Ao aprender a ler, a idade da razão tomou conta do meu ser. E um forte senso analítico também.

Como fora privado de total liberdade, acabei conhecendo o mundo através dos livros, que trazem na maioria das vezes a sensação de que a vida pode ser ótima; e dos noticiários, que narram os trágicos acontecimentos fazendo com que a realidade se torne temida. Ao cansar de apenas ler, resolvi constatar de próprio peito aberto. Constatei que a maioria dos jovens sofrem pelos fracassos impostos pela sociedade, diminuem-se e trancam-se dentro de quatro paredes com medo de um futuro próximo, e talvez, de seus próprios protetores (os pais). A verdade é que quando você nasce, já começa uma luta incessável pela vida. E com essa luta, tremendas decepções. Os seres humanos estragaram tanto o mundo e culpam-se (alguns se culpam) tanto por isso que esquecem de tentar deixar menos pior. Não que os fatores externos que maltratam o interior íntimo dos adolescentes sejam apenas culpa dos adultos, mas eles podem fazer alguma coisa, já que, em 2020, depressão será a doença mais comum do mundo.

Com minha gravata e alguns livros em mãos, constatando e ganhando experiência, conheci pessoas maravilhosas naquela noite, vi a vida além dos escritos e dos noticiários. Eu conheci pessoas boas e de caráteres firmes, fortes. Mas também conheci pessoas podres. Eu fiz tudo isso para amadurecer, e apodreci numa velocidade amedrontadora. O mundo é cruel! Há pessoas muito más. A vida judia. Ela espanca cada um de seus filhos. Eu não pensei que seria fácil, mas ninguém disse que seria tão difícil. Então eu voltei, voltei e não tinha mais lar. Voltei sem livro, sem gravata e com um cigarro na boca.

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