Crítica: Quase Famosos

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Foto: Adoro Cinema

“One day... you’ll be cool.”
Um filme dos anos 2000, mas que se passa nos anos 70. Quase Famosos é focado no mundo do rock é uma produção do alterego de Cameron Crowe. Uma Comédia Dramática que foca bastante no Jornalismo, pois não é sempre que um cara de 16 anos acompanha turnês de bandas famosas e escreve artigos para a revista Rolling Stone, conhecida como a bíblia do rock.

"Eu queria encontrar um meio de contar uma história que retratasse aquelas pessoas que nunca vou esquecer e todos os sentimentos que guardei após conviver com as bandas, fazendo entrevistas, indo aos shows", conta Crowe.

Nove produções até hoje, mas a mais famosinha Quase Famosos não é apenas um relato do começo do rock, inclui personagens super cativantes que queremos que virem nossos BFF’s e também o quanto a música nós uni e como ela é importante nas nossas vidas.

William Miller foi um presente para Patrick Fugit estreando no cinema como protagonista principal, para quem não sabe, foi muito difícil e demorado a escolha do personagem principal. "Ele era engraçado, um tanto desajeitado, mas desprovido de qualquer cinismo. Tive a certeza de que poderíamos rodar o filme no momento em que encontrei Patrick", afirmou o diretor. Depois de olhar várias e várias fitas de teste Crowe sabia que Fugit era a sua melhor escolha.

Continuando sobre William Miller... HONESTO E IMPIEDOSO.

Tudo começou as 15 anos de idade quando o protagonista principal começou a escrever pequenos textos sobre rock para uma pequena revista, enfim conheceu um crítico bem renomado Lester Bangs, que lhe deu uma dica incrível: Seja Honesto e Impiedoso. Pelos seus belos textos Miller acabou tento um fã, o diretor da Rolling Stone e não demora muito, ele acaba sendo convidado para fazer uma colaboração para a revista, Miller teria que acompanhar a banda Stillwater durante toda a sua turnê e ao mesmo tempo fazendo uma entrevista com todos os integrantes da banda.


Para não ficar preso somente em William Miller, também teve ótimas interpretações como a da Frances McDormand (Elaine Miller), uma mãe super protetora que durante a viagem seu filho sempre tinha que lhe dar noticias e também que nunca desligava o seu conselho: “Fique longe das drogas.”. Outra personagem que me chamou bastante atenção foi Penny Lane (Kate Hudson) uma jovem encantadora de cachos loiros e olhar angelical, que instantaneamente cativou o coração do pequeno Miller. O principal foco Lane era tietar o grupo o tempo todo, e sua paixão por Russel Hammond (Billy Crudup), que acaba a trocando por 50 cervejas em uma aposta.

Kate Hudson fez uma ótima interpretação, que ate resultou em um prêmio no Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante no ano de 2001.
MAS E AÍ, É TUDO VERDADE?

Em partes é sim! Aconteceu a matéria na Rolling Stone, mas não com a Stillwater, Cameron Crowe vivenciou momentos épicos com Led Zeppelin, Allman Brothers, Lynyrd Skynard, The Eagles e The Who durante a década de 70. A cena marcante do avião entrando em uma turbulência aconteceu de verdade com a banda The Who, em que os integrantes da banda revelaram segredos bem... bem íntimos rs’.

Quase Famosos é um filme que tem 14 anos, que é lembrado até hoje, quando vi o nome o julguei pela capa, pensava que era um filme pesado onde os amantes do rock se drogavam e ficavam pegando mulher dia e noite, mas não, é um filme não tão leve, divertido e muito gostoso de assistir, porém só faria uma pequena mudança, deixaria William Miller e Penny Lane juntos no final.


SINOPSE: Um fã ávido por rock'n'roll consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone, para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70.

LUIZ EDUARDO

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