Overdose de Sentimento #31

18:30


“Somos obrigados a viver com sentimentos e pensamentos conflitantes, incontroláveis e as vezes sem sentido, vivemos rodeados de pessoas falsas e sem coração, digamos que a vida é como um jogo, aparentemente é provável que apenas alguns estejam seguindo as regras, cansei de trapaceiros, eles mentem, iludem, abandonam. Arranquei meu coração do peite, aliás o que resta dele e decidi levantar e prosseguir, mesmo sem ninguém, mesmo que no meio desta tempestade eu não possa enxergar muito além, me vou, vou na incerteza que tudo pode acontecer, vou na certeza de que quase nada de tudo que eu sonhei vai acontecer, perdoe-me pela negatividade, é que me machucaram com gravidade. Criei novas regras, as minhas regras, nada de expectativas, elas foram feitas para serem quebradas, nada de sonhos, eles foram feitos para se frustrar um passo de cada vez, nada de pulos, o tombo pode ser grande, e lendo o que escrevo, talvez você pense que eu seja uma pessoa completamente amarga, porém, não é essa a ideia que tenho de mim mesmo, ou talvez seja esse esteriótipo utópico de completa frieza que eu queria transparecer para as pessoas, força, concentração eu sei da verdade, e a carrego comigo, não existem possibilidades de uma vida sem sentimentos, apesar desta ser o desejo de muitos, sei de meus sonhos, medos e inseguranças, a grande verdade é que pessoas fortes são fracas, pessoas sorridentes demais choram sempre antes de dormir mais como sempre ninguém desconfia de seus sorrisos falsos, o sonho de toda pessoas sozinha é encontrar alguém, ter alguém que se importe com você de verdade e que esteja do seu lado pra sempre, te dando carinho, afeto e principalmente amor, enfim. Sobreviver à vida, pois na maioria das vezes ela não é justa, viver a vida são surtos, espasmos, duram um piscar de olhos, tendenciosamente, temos que nos habituar com os curtos momentos de felicidade, e aprender a sorrir até mesmo quando tudo parece torcer contra a nossa felicidade, a vida por si só é um jogo extremamente difícil, e o que somos? Jogadores? Marionetes? Às vezes, tenho a impressão de que somos como folha seca jogada ao vento, outrora, sinto que cheguei onde deveria chegar. Sobre viver, às vezes, é como morrer diariamente, porém, a esperança, que parece ser tão frágil, sobrevive e habita dentro de nós, e de alguma forma, nos dá força para prosseguir, lutar pelos nossos sonhos, por mais impossível que eles pareçam ser. Não posso me iludir, sinto saudade do que um dia eu fui, mas parte da essência permaneceu, aquela que ainda me faz acreditar em mim, nas pessoas, na possibilidade de ser feliz, e apesar de machucado, e com os pés todos machucados, não posso parar, a ultima pessoa que ficou no meio do caminho foi atropelado pela vida, ela não espera, ela não tem pena, ela não poupa ninguém.”


Jhennifer Wernek.

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